Nova lente intra-ocular permite visão simultânea para perto e longe e reduz necessidade de uso dos óculos aos pacientes com catarata

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Tecnologia possibilita cirurgia simples e rápida, além de qualidade visual, com redução de efeitos na formação das imagens, e proteção contra raios ultravioletas

O cuidado com os olhos ao longo da vida associado aos avanços tecnológicos no desenvolvimento de modernas lentes intra-oculares e a procedimentos cirúrgicos de ponta resultam na combinação ideal para que a população acima dos 50 anos enfrente com maior tranqüilidade e segurança a catarata. Caracterizada pela perda da transparência e capacidade de foco do cristalino, em função do envelhecimento do corpo humano, a visão fica prejudicada pela redução progressiva da nitidez na visualização da imagem, o que pode causar a cegueira. Além disso, a catarata dificulta a realização de atividades como ler, dirigir, ir ao cinema, passear ou executar as tarefas mais simples do cotidiano.

A grande novidade na correção desse problema para garantir uma visão perfeita e trazer de volta ao paciente qualidade de vida e bem-estar são as lentes intra-oculares difrativas apodizadas, como a AcrySof ReSTOR. “Este modelo de lente possui um grande diferencial, pois possibilita uma visão simultânea para perto e longe, não havendo necessidade do uso de óculos após a cirurgia. Com isso, o paciente volta a enxergar corretamente e, ainda, tem o benefício estético por dispensar os óculos”, avalia o oftalmologista Walton Nosé, livre docente da Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM) e professor titular da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes).

Segundo o especialista, outra vantagem dessa lente é a sua apodização, ou seja, sua capacidade de gerar uma visão confortável pela minimização de efeitos como halos e glare noturno (ofuscamento). “Vale destacar que a cor amarela da lente protege a retina dos raios UV e azul tão prejudiciais aos olhos”, acrescenta Nosé.

O procedimento cirúrgico para a colocação do implante também acompanha a inovação oferecida pela ReSTOR. Após a realização de todos os exames e do cálculo do grau da lente, a cirurgia transcorre normalmente com a aplicação de anestesia local, e é feita uma pequena abertura de cerca de 2 milímetros, por onde a catarata será aspirada por meio de um aparelho com ultra-som. A lente dobrável é colocada no olho, substituindo o cristalino removido. “A cirurgia dura de 8 a 20 minutos em média, sendo recomendado um intervalo de 7 dias para se operar o outro olho. O pós-operatório é simples, uma vez que não se usa pontos, apenas prescrevem-se a aplicação de colírios específicos e cuidados como não molhar os olhos e evitar a prática da natação”, observa Nosé.

Sobre a catarata:

No Brasil, são realizadas cerca de 360 mil cirurgias de catarata ao ano, doença que pode ser congênita, senil ou secundária. Na congênita, predominam o caráter genético ou doenças adquiridas pela mãe, como infecções intra-uterinas, entre outras. Nesses casos, a criança nasce ou desenvolve a catarata (pupila branca) nos primeiros meses de vida. Além do diagnóstico precoce, recomenda-se a realização de um minucioso pré-natal e verificação do histórico familiar. Já a catarata senil é mais comum. Da população com 60 anos, 20% têm catarata. Este índice aumenta para 75% ao atingir 75 anos de idade.

As alterações metabólicas do cristalino causadas por diabetes, uveítes, traumas, excesso de radiação, uso indevido de colírios com corticóides, entre outras, geram sua opacificação. O que resulta na catarata secundária.

De acordo com a agência internacional de saúde WHO (World Health Organization), existem atualmente 45 milhões de cegos no mundo, dos quais 46% têm como causa a catarata, 37,5% não enxergam em virtude de glaucoma e traumas e 3,3% compõem grupo com cegueira infantil.

*Dr. Walton Nosé é oftalmologista, especializado em catarata, cirurgia refrativa e córnea. É titular da especialidade na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) e professor livre docente da Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM), fundador da Sociedade de Catarata e Implantes e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa.

Source: Esther Camara - Fran Press Assessoria
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