A Visão artificial foi o tema da conferência que atraiu grupo de deficientes visuais de Goiânia ao campus da Universidade Federal de Goiás (UFG). no quinto dia da 54ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Entre as técnicas mostradas para ajudar os portadores dessa deficiência que atinge 60 milhões de pessoas no mundo a cegueira duas estão em fase de teste e podem ser aplicadas em 10 anos. segundo o oftalmologista e professor da UFG. Marcos Ávila. As técnicas são o transplante de retina e a prótese visual eletrônica.
A primeira consiste no implante de células fotossensíveis. produzidas em laboratório. em substituição aos cones e bastonetes. células que convertem a intensidade e a cor da luz recebida em impulsos nervosos. A segunda tem aplicações distintas. São eletrodos que poderiam ser implantados no córtex cerebral. no nervo ótico ou na retina. Essa técnica. no entanto. só pode ser aplicada em pessoas com pelo menos 30% de atividade nos cones e bastonetes. o que reduz para cerca de 20% o número de deficientes que podem ser beneficiados. O implante de prótese eletrônica já foi realizado nos Estados Unidos como parte da experiência do pesquisador brasileiro Gildo Fujii. em curso no Instituto Doheny de Olhos. Baltimore. O paciente recebeu uma placa com 16 eletrodos aplicada cirurgicamente na retina e foi capaz de distinguir um objeto preto do tamanho de um livro após a cirurgia. A placa emite 16 pontos de luz. número que deve ser aumentado no próximo implante. A próxima placa a ser implantada terá 50 eletrodos e a expectativa é chegar a mil. "Com mais eletrodos melhora a definição do campo visual", explica Fujii.
