Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia desenvolveu um sistema sensorial semelhante à unidade sensorial de um olho composto, tendo como base o modelo de visão dos insectos, como libélulas ou moscas, por exemplo.
De acordo cm um artigo publicado na revista “Science”, o olho artificial poderá ser utilizado como câmara ou detector sensorial, o que permitirá captar informações visuais ou químicas a partir de um campo de visão que até então era inatingível. A adaptação do modelo de visão dos insectos consistiu na criação de uma espécie de cúpula de resina, do tamanho de uma cabeça de alfinete, com milhares de canais condutores de luz. Cada um destes canais possui um pequeno ângulo e a sua própria lente, distribuída de forma hexagonal, que levará à constituição de um elemento com formato semelhante a uma unidade sensorial de um olho composto.
O sistema utilizado na concepção do olho artificial é bastante superior a todos os sistemas bidimensionais utilizados até hoje. A principal diferença prende-se com o facto de ser o primeiro sistema tridimensional formado por milhares de micro-lentes com canais condutores de luz, o que faz com que, para além de possuir bons potenciais para o mundo da medicina, esta inovação possibilite inúmeras aplicações a nível industrial e militar.
Com o olho artificial, os pesquisadores asseguram a realização de diversas tarefas, como a de vigilância, sendo que este sistema poderá ser também utilizado na detecção de movimentos em alta velocidade, em procedimentos médicos, bem como em tratamentos controlados por dispositivos luminosos.
