Projeto Enxerga Brasil leva qualidade de vida e cidadania para comunidades ribeirinhas

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Cidadania e qualidade de vida são as palavras de ordem do
projeto Enxerga Brasil. A ação, que chega a sua sexta edição, irá percorrer,
entre os dias 21 e 24 de julho, quatro comunidades ribeirinhas dos afluentes
do Rio Amazonas, dentre elas uma comunidade indígena, para a realização de
atendimentos oftalmológicos. A iniciativa, coordenada pelo dr. Felipe
Guaraná Ribeiro e o dr. Paschoal Chrispim, tem previsão de realizar nesta
edição cerca de 400 atendimentos oftalmológicos em crianças, adultos e
idosos da região. "O principal objetivo do projeto é melhorar a qualidade de
vida e fazer prevenção da cegueira das populações ribeirinhas, especialmente
as de difícil acesso e que nunca receberam atendimento oftalmológico", diz
dr. Felipe Guaraná.
Todos os que necessitarem de correção visual receberão
óculos doados pelo Instituto Varilux da Visão, braço social da multinacional
francesa Essilor, que existe desde 2002 com o intuito de colaborar com a
melhoria da visão da população, através da realização de exames e doação de
lentes oftálmicas. Na área da saúde visual, os óculos representam uma forma
fácil de sanar qualquer dificuldade, com resultados instantâneos. Nas
edições anteriores, as pessoas que necessitavam de algum tipo de correção
receberam 2 pares de lentes. Durante o atendimento, os pacientes passam por
triagem visual, avaliação de acuidade visual, verificação de pressão ocular,
exame de fundo de olho, além de diagnosticar patologias que tenham
tratamento cirúrgico, como a catarata e o pterígio.  "A proposta é fazer nas
comunidades consultas que beneficiem crianças e adultos proporcionando-lhes
melhor qualidade de vida, além de prevenir problemas oculares futuros",
ressalta dr. Guaraná.
Além de proporcionar melhoria na visão, a ação faz
ainda com que as pessoas dessas comunidades se reintegrem à sociedade. "A
melhoria da visão devolve para essas pessoas uma vida social, onde voltam a
interagir com a sociedade não precisando, assim, depender mais de terceiros
para ajudar nas tarefas do dia-a-dia e até mesmo no trabalho. Um exemplo são
aqueles que trabalham com a pesca na região, pois como eles vão poder
pescar, colocar linha no anzol e até mesmo costurar suas redes se eles não
enxergam?", indaga.
Outro problema que os médicos têm que enfrentar
é a falta de informação da população local, que vão desde informações
educacionais até mesmo as relativas à própria saúde. "Uma vez, atendemos uma
senhora de 50 anos que não podia mais costurar por causa da dificuldade de
enxergar. Ela não tinha a mínima consciência de que seu problema tinha
solução. Aliás, uma solução simples corrigida com óculos. O que falta nessas
comunidades é informação", afirma o médico. Ele lembra ainda de outro caso,
onde uma menina de apenas dois anos de idade tinha dez graus de miopia. A
mãe não entendia por que ela tinha tanta dificuldade em andar e por que
colocava todos os objetos tão próximos do rosto. Depois da avaliação
oftálmica, foi diagnosticada a alta miopia e a criança começou a usar os
óculos resolvendo esta questão,  causando melhoria significativa na sua
qualidade de vida.

Histórico

O Enxerga Brasil, que conta ainda com o
patrocínio da Petrobrás e o apoio do Exército, já atendeu mais de 1.500
pessoas, sendo doados 677 óculos. O projeto surgiu em dezembro de 2006 para
dar continuidade a um trabalho que o dr. Felipe Guaraná e dr. Paschoal
Chrispim desenvolviam desde 2001, onde transformaram uma aventura na
Amazônia em uma viagem com fins humanitários. Assim, em novembro de 2002,
eles percorreram os afluentes do Rio Amazonas atendendo pessoas carentes das
comunidades isoladas, ao longo do caminho.  Durante a viagem foram doados
134 óculos para vista cansada, além de terem sido feitos diversos
atendimentos de caráter médico. Até aquela data, as comunidades nunca tinham
recebido a visita de um médico oftalmologista.

www.enxergabrasil.org.br

Source: Contextual Comunicação
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