Semana do Glaucoma

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33% DOS NOVOS PACIENTES DE GLAUCOMA JÁ APRESENTAM CEGUEIRA

Falta de conhecimento do brasileiro em relação a essa doença silenciosa, que atinge 1 milhão no País, preocupa o Setor de Glaucoma da Unicamp

 

Nos últimos dez anos, 33% dos novos pacientes que chegaram ao Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas já haviam perdido a visão de um olho e 13% já apresentavam cegueira bilateral. Tipicamente assintomático, o glaucoma é causado pelo aumento da pressão intra-ocular, em geral devido a um bloqueio no escoamento do fluído no interior do olho. Se não for diagnosticado precocemente e tratado de forma correta, leva à perda gradual e irreversível da visão. Este é também o alerta da Semana de Combate à Cegueira pelo Glaucoma, cujo ponto alto é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, nessa terça-feira, 26 de maio.

 

“Embora o glaucoma não tenha cura, é possível evitar a progressão da doença e a instalação da cegueira”, afirma o oftalmologista Vital Paulino Costa, chefe do Setor de Glaucoma da Unicamp. Os principais fatores de risco são: histórico familiar, pressão intra-ocular elevada, idade acima de 50 anos, diabetes mellitus, uso prolongado de corticóides, presença de lesões oculares e descendência negra. “Recomenda-se que pessoas que apresentam um ou mais desses fatores consultem um oftalmologista uma vez ao ano. As demais podem fazê-lo a cada dois anos, orienta Dr. Vital.

 

Apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal causa de cegueira irreversível, a doença atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo. Só no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), quase 1 milhão de pacientes já foram diagnosticado. A entidade estima que um número equivalente tenha a doença e não saiba.

 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da patologia deve ser realizado pelo exame de fundo de olho e da tonometria, que é a medida da pressão ocular, ambos realizados no próprio consultório oftalmológico. Na maioria dos casos, o glaucoma pode ser tratado apenas com a aplicação de colírios que agem reduzindo a pressão intra-ocular (PIO). Casos mais graves, porém, podem requerer implantes ou intervenções cirurgias a laser. “Tão importante quanto o diagnóstico precoce é a disciplina no tratamento. Muitos pacientes se esquecem de pingar o colírio ou não respeitam os horários de aplicação do medicamento, já que a doença é assintomática. Dessa forma, o tratamento não funciona”, alerta Dr. Carlos Akira Omi”, presidente da SBG. 

 

No passado, a pressão intra-ocular era controlada basicamente com o uso de colírios que apresentavam alguns efeitos colaterais sistêmicos e exigiam de duas a três aplicações por dia. Na última década, o advento de colírios de prostaglandinas no tratamento clínico do glaucoma foi um verdadeiro avanço, por serem mais seguros, eficazes e oferecerem maior comodidade posológica, pois podem ser aplicados apenas uma vez no dia.  

 

Source: In Press Porter Novelli
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