Óculos para ver em 3D podem ser agentes de  contaminação

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 Oftalmologista brasileiro confirma  necessidade de atenção com os óculos para assistir a  filmes em 3D e sugere à Anvisa que observe o que está  acontecendo nas salas de cinema do Brasil.

  Brasília, 19/02/10 - O  ministério da saúde italiano confiscou cerca de 7 mil  unidades de óculos 3D em cinemas daquele país por  considerá-los um risco à saúde, uma vez que não são  devidamente higienizados. No início de fevereiro, o  oftalmologista brasileiro Canrobert Oliveira, diretor do  Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) também fez o  alerta sugerindo inclusive que a Agência Nacional de  Vigilância Sanitária (Anvisa) observasse mais  atentamente os procedimentos das salas de cinema do  Brasil o que se refere à limpeza dos óculos para  assistir aos filmes em 3D. 
 
Além de Avatar e Premonição 4, que  estão em cartaz nos cinemas, pelo menos mais seis filmes  produzidos em três dimensões devem chegar às telonas do  Brasil este ano. 
 
Os óculos são fundamentais para a  sensação de tridimensionalidade contudo é muito  importante que algumas precauções sejam tomadas para  evitar que a diversão se transforme em transtorno de  saúde ocular para o usuário, adverte Canrobert  Oliveira. 
 
 Ele aconselha aos usuários a,  pelo menos, limparem com álcool em gel os óculos com  lentes coloridas rcebidos na porta do cinema para ver em  três dimensões, “pois nem sempre os cinemas estão  tomando este cuidado”. 
 
O problema todo é não  individualizar o uso desses instrumentos, comenta ao  relacionar que ao passar de rosto em rosto e de mão em  mão a cada sessão, os óculos em 3D podem estar  disseminando agentes viróticos e bacterianos. 
 
 Ele explica que há pessoas  com cílios tão grandes, os quais podem estar  contaminados, e ao rasparem nas lentes transmitem  problemas para o próximo usuário. 
 
Uma forma de amenizar os riscos é  carregar um lenço e um recipiente com álcool em gel para  higienizar os óculos antes de usá-los, mas mesmo assim,  não é a prática que queremos, adverte Canrobert  reiterando a importância de que os órgãos de saúde  observem o que está acontecendo nas salas de cinema do  Brasil. 
 
Conjuntivite - A  conjuntivite virótica é agressiva e por vezes deixa  sequelas irreversíveis. Trata-se de uma inflamação da  conjuntiva (fina membrana de tecido epitelial que  recobre a córnea e a esclera - parte branca do  olho). 
 
A conjuntivite é suspeita quando  sintomas como sensação de areia nos olhos, ardência,  vermelhidão, fotofobia, lacrimejamento e inchaço das  pálpebras ocorrem. A primeira providência do médico é  afastar o paciente das funções diárias. O tempo para a  cura da inflamação pode durar semanas. 
 
 
 
Filmes em 3D programados para  2010: 
 
Depois de Avatar, este ano, estão  programados para chegar às telas de cinemas emoções em  3D como “How to train your Dragon” e “Piranhas”, em  março. “Alice no País das Maravilhas” está previsto para  estrear em abril no Brasil e a “Bela e a Fera” em maio.  O terceiro episódio de Toy Story chega em junho, Sherek  Forever After em julho e ainda há mais três filmes em 3D  com data certa para estrear nos Estados Unidos, no fim  do ano, e sem previsão de chegar às telas brasileiras,  são “Despicable Me”, “Megamind” e “Rapunzel”. 
 
 
 
Recursos técnicos: 
 
São vários os recursos técnicos  para se obter a sensação de tridimensionalidade na tela  de cinema, entre eles: 
 
Chamam-se anáglifo os óculos que se  utilizam de filtros de cores complementares - o vermelho  e o azul, ou vermelho e verde. Esses óculos dão a  sensação de tridimensionalidade porque a imagem  apresentada em vermelho, por exemplo, não é percebida  pelo olho que está com este filtro. Pode apresentar  sensação de cansaço visual após uso  prolongado. 
 
O recurso da polarização utiliza-se  de luz polarizada para separar as imagens da esquerda e  da direita. Este sistema não altera as cores e é  utilizado tanto em projeção de cinema 3D como em  monitores de computador com telas de polarização  alternativa. 
 
Ainda existe o sistema alternativo  em que as imagens se apresentam em sequência e  alternativamente sincronizadas com óculos dotados de  obturadores de cristal líquido, de forma que cada olho  vê somente sua imagem correspondente. A uma freqüência  elevada, a piscada de olhos torna imperceptível o  truque. A técnica é utilizada em cinemas 3D de última  geração.     

    

Source: ATF Comunicação
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