Censo Escolar 2004 avalia educação especial

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) do Ministério da Educação divulgou os dados preliminares do Censo Escolar 2004 com números da educação básica de todas as regiões. O Censo Escolar é um levantamento de informações estatístico-educacionais de âmbito nacional realizado anualmente. Abrange a educação básica, em seus diferentes aspectos - educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, educação especial, educação de jovens e adultos, educação profissional e transporte escolar, escola exclusivamente especial e creche. No Brasil, em todos os níveis da educação básica, há 55 milhões de estudantes. Desse total, 88% estão em escolas públicas, é o que mostra o Censo, que é realizado pelo Inep/MEC em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. Os dados do levantamento subsidiam uma série de políticas educacionais do setor público e a distribuição de recursos para a implementação de projetos.  Quanto à inclusão e educação especial, o que foi constatado é que o número total de estudantes portadores de necessidades educacionais especiais aumentou 12,3% no País, alcançando 566.023 matrículas, em 2004. De acordo com o Censo Escolar, o número de alunos com necessidades especiais em classes comuns aumentou 34,1% em relação ao ano passado e totaliza 194.581 alunos. O número de estudantes em escolas especializadas ou classes especiais cresceu 3,5% e soma 371.442 matrículas. A elevada taxa de inclusão de estudantes com necessidades educacionais especiais em classes comuns e a redução no ritmo de crescimento das matrículas em escolas exclusivamente especializadas ou classes especiais consolida a tendência dos últimos anos. Em 1998, quando teve início a coleta sobre essa modalidade de ensino, a matrícula inclusiva equivalia a 15% do total. Em 2002, representava 24% das matrículas da educação especial e, em 2004, chega a 34%. Pela primeira vez o Censo Escolar coletou dados por série da educação especial, o que permitirá ao Ministério da Educação prestar um atendimento mais adequado aos estudantes, como é o caso do programa do livro didático em braille. O levantamento mostra, por exemplo, que nas escolas especializadas ou classes especiais do ensino fundamental, que contam com 201 mil alunos, 69,5% estão na 1ª série. As necessidades especiais consideradas no levantamento são: visual, auditiva, física, mental, múltipla, superdotados, portadores de condutas típicas e outras classificações adotadas pelas próprias escolas.

Source: MEC
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