O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes, defendeu nesta segunda que se façam pesquisas periódicas para a atualização das estatísticas sobre portadores de deficiência no País. Tais levantamentos, argumenta, são fundamentais na elaboração de políticas públicas para os 24,5 milhões de brasileiros com algum tipo de incapacidade ou deficiência visual, mental, auditiva ou física. Atualmente o levantamento é feito durante o Censo, ou seja, a cada década.
"As avaliações não podem ser só a cada dez anos. Precisamos acompanhar mais de perto a situação deles e das políticas públicas", afirmou Nunes, na abertura do 2º Seminário Regional do Grupo de Washington, instância criada pelas Organização das Nações Unidas (ONU) para aprimorar os métodos estatísticos relacionados à população portadora de deficiência e criar uma metodologia padrão, considerando as diferenças culturais e de língua dos países membros.
Embora o Brasil tenha incluído perguntas sobre deficiência desde o primeiro censo, em 1872, ficou boa parte do século passado sem buscar novos dados, uma interrupção encerrada em 1991. "Ficamos 50 anos sem pesquisa e agora ela é feita de dez em dez anos. As informações que temos ainda são insuficientes. Para avaliarmos as políticas públicas precisamos de informações periódicas", disse, esclarecendo que a principal dificuldade para fazer levantamentos sistemáticos não é orçamentária, mas de qualificação.
