<br><br> O Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), atendeu mais de 100 casos de conjuntivite viral. Normalmente são atendidos, no máximo, oito casos por dia. "O quadro coincide com a época de carnaval, quando os aglomerados de pessoas facilitam a disseminação da infecção viral, mas também serve de alerta para a possibilidade de ocorrer uma epidemia em São Paulo", diz a chefe do Departamento de Oftalmologia da Unifesp, Ana Luisa Hofling de Lima, que descreve abaixo algumas características da doença e o tratamento mais adequado. <br><br> O que é? <br><br> Um dos tipos de inflamação da Conjuntiva (fina membrana que recobre a parte externa do olho) <br><br> Como se manifesta? <br><br> Olho vermelho, inchaço de pálpebras e da conjuntiva e secreção mucopurulenta. <br><br> O que o Paciente sente? <br><br> Desconforto, fotofobia, dificuldade em abrir o olho inchado e com secreção, porém com visão inalterada. Transmissão geralmente pelo contato direto pessoa a pessoa. Instrumentos contaminados, toalhas de rosto, piscinas, etc, são outras formas de contaminação. Após o contágio leva quantas horas para se manifestar? Geralmente até 24 horas. Pega nos dois olhos? Geralmente começa em um olho e passa para o segundo. Freqüentemente no primeiro os sinais e sintomas são mais evidentes. O que fazer depois que já está com a conjuntivite? Manter a higiene dos olhos com limpeza (soro fisiológico Solução de Cloreto de Sódio a 0,9% - estéril), compressas geladas, lubrificantes oculares (há várias marcas e tipos) O que fazer para não pegar? Evite o contato com pessoas com conjuntivite (beijar, dar as mãos, etc). O que evitar? Prescrições feitas por farmacêuticos; colírios anestésicos e os que contêm corticosteróides; medicações por via oral, e injeções com a promessa que vão erradicar a infecção viral.
