Um índice de reclamações efetuadas pelos consumidores contra operadoras de planos de saúde que permita uma avaliação sistemática da qualidade do atendimento das operadoras. Este foi o objetivo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ao elaborar o índice em seu portal na Internet: www.ans.gov.br. Atualizado mensalmente, o índice possibilitará, já a partir do próximo mês, a comparação com o mês anterior, permitindo aos interessados acompanhar a evolução do desempenho de cada operadora. Com a divulgação do índice de reclamações, a ANS está oferecendo aos beneficiários de planos de saúde em especial, e à sociedade em geral, mais um instrumento que permite ampliar a transparência do mercado", destaca o diretor-presidente da ANS, Januario Montone. O índice é calculado pela divisão da quantidade de reclamações pelo número de beneficiários informados pela operadora, sendo o resultado multiplicado por 10.000 para que possam ser reduzidas as casas decimais do número obtido. O índice também permite comparar operadoras de portes semelhantes, separando-as em três grupos: 1. Com mais de 50.000 consumidores; 2.Com menos de 50.000 e mais de 10.000; e 3. Com menos de 10.000 consumidores. O Índice de Reclamações de Novembro, que inicia a série histórica, revela que, das 136 maiores operadoras de planos de saúde existentes no país, com 66,4% dos cerca de 35 milhões de consumidores cadastrados na ANS, 51 tiveram reclamações. A que apresentou o maior índice foi a Centro Trasmontano de São Paulo, que opera na capital paulista: 2,10, seguida da Unimed João Pessoa, da capital paraibana, com índice de 0,57, e da Assistência Médica São Paulo S/A, com sede no município paulista de Poa, com o índice de 0,47. Entre as operadoras de porte médio, que tem 22,1% dos consumidores cadastrados, estreou com o pior atendimento a Save Assistência Médica e Hospitalar S/C Ltda, com sede na capital do Rio de Janeiro, que obteve o índice de 26,50. Em segundo lugar, com o índice de 4,44, ficou a Unimed Metropolitana de Salvador, com sede na capital da Bahia, e em terceiro, com índice de 2,83, a SIS Sistemas Interativos de Saúde, que opera em Santana de Parnaíba, São Paulo. No terceiro grupo, que reúne operadoras até 10.000 beneficiários, 31 receberam reclamações. A que ficou na pior posição foi a NGO - Consultoria e Administração Ltda., que tem sede em na capital do Rio de Janeiro: índice de 21,16. Seguiram-se a Investigar Sistema de Saúde Ltda, de Salvador, Bahia, com índice de 14,25, e a Unimed de Bragança Paulista, com sede na cidade paulista do mesmo nome, com índice de 12,90. A ANS lembra que é obrigatório o registro na agência de todas operadoras do setor de saúde suplementar. Os consumidores podem confirmar este registro ou tirar quaisquer tipos de dúvidas e efetuar reclamações pelo Disque ANS, que atende gratuitamente ligações de todo o país pelo 0800-701-9656, ou pelo e-mail Fale Conosco no portal www.ans.gov.br, ou ainda por carta à Avenida Augusto Severo, 84, Glória, Rio de Janeiro, CEP 20.021-040.
