Governo Incentiva Doação de Órgãos

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O Ministério da Saúde fechou na semana passada um acordo com 15 companhias aéreas para garantir a agilização e o transporte gratuito de órgãos e equipes médicas entre municípios e estados. Essa novidade faz parte de uma série de medidas tomadas para aumentar o número de transplantes de órgãos no Brasil. Além desse acordo. o ministro José Serra também anunciou o aumento na remuneração de hospitais e médicos envolvidos. a autorização para hospitais privados não cadastrados no SUS realizarem os transplantes e os novos critérios de distribuição dos órgãos captados. através da Central Nacional de Transplantes. O Brasil está bem em transplantes. mas precisa melhorar nas doações O Brasil é o segundo país do mundo em número de transplante de órgãos. Hoje. existem mais de 35 mil pacientes na fila de espera de algum órgão. Em São Paulo são 14 mil e em Brasília 907 pessoas. O Ministério estima que no ano passado foram realizados 5.707 transplantes em todo o país. com custos totais de R$ 75 milhões. O crescimento em relação a 1997 foi de 46.86%. Já o presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Henry Campos. calcula que em 2000 foram mais de 8 mil. refletindo um aumento de 95% desde 1995. quando foram registrados 4105 transplantes. contra 3777 (1996). 3886 (1997). 4246 (1998) e 4997 (1999) Rins e córneas foram os mais transplantados no ano passado. com 2369 e 2341 casos. respectivamente. No restante das cirurgias. foram feitos transplantes de medula óssea. fígado. coração e pulmão. Houve também dez casos de transplante conjunto de rim e pâncreas. Em cada um deles. o aumento em relação ao ano anterior foi significativo. O número de transplantes de pulmão cresceu 111%. Para o presidente da ABTO. estas medidas adotadas pelo governo terão um reflexo positivo tanto no aumento e na melhoria do número de transplantes como na sensibilização da sociedade sobre a importância da doação de órgãos. "Antes. o transporte dependia mais de contatos pessoais e de boa vontade das empresas aéreas. Agora. além desta facilidade. ainda temos a favor a coordenação da Central. que facilita a chegada do órgão ao paciente". disse ele. Já Serra lembrou que a participação da sociedade é fundamental para a elevação da taxa de transplantes. "O transplante de órgãos necessita principalmente da solidariedade e da compreensão das famílias". diz. Esta declaração do ministro refere-se à mudança na lei de doação. que retirou da carteira de identidade a opção de doador. transferindo esta responsabilidade para a família da pessoa. Pelo acordo. as companhias aéreas darão prioridade para o transporte de órgãos e equipes. Os órgãos continuarão a ser transportados em vôos comerciais. mas serão feitas concessões como encaixar equipes em vôos lotados ou atrasar a partida do avião. Com a prioridade nos vôos. diminuem os riscos de perda da utilidade do órgão que possuem um tempo máximo entre a retirada e o implante no paciente (coração. de 3 a 4 horas; pâncreas. de 8 a 12 horas; rim. 24 horas; pulmão. 6 horas; fígado. 18 horas; córnea de 3 a 15 dias). Além disso. caso não exista uma equipe especializada no local da retirada do órgão. esta também terá transporte gratuito para realizar o procedimento. Isso permitirá um melhor aproveitamento dos órgãos captados em todo o país.

Source: SALUTIA
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