O Grupo de Pesquisa em Visão Cibernética da Universidade de São Paulo.em São Carlos. está pesquisando diversas aplicações práticas da visão computacional. campo de pesquisa praticamente inédito no Brasil. Com apoio da FAPESP. os pesquisadores estudam modelos biológicos para compreender uma das mais complexas atribuições do cérebro. a visão. e ensiná-la a um computador. O Grupo já exibe neurônios virtuais. que criam vida própria no ambiente virtual e podem ser controlados. A equipe é coordenada pelo engenheiro eletrônico Luciano da Fontoura Costa e reúne especialistas em computação. matemática. física.engenharia eletrônica. neurociências. medicina. psicologia. Um de seus primeiros trabalhos. finalizado no ano passado. foi a construção de um olho mecânico a partir do sistema visual de espécies de aranha saltadora. escolhidas por sua visão bastante evoluída. Os conhecimentos adquiridos na pesquisa também subsidiam outros projetos aplicados. Além do olho mecânico. os cientistas estão desenvolvendo um sistema de diagnóstico semi-automático de leucemia para criar um programa de computador de apoio ao médico para reconhecimento de células anormais. distintas por alterações de formato. De acordo com os pesquisadores. o diagnóstico da leucemia poderá ser mais rápido. preciso e objetivo com a utilização desse software. Outro passo para a aplicação das pesquisas em visão cibernética foi dado com a recente integração do Grupo de São Carlos ao projeto Genoma Humano do Câncer. financiado pela FAPESP e pelo Instituto Luudwig de Pesquisas sobre o Câncer. O objetivo é aplicar técnicas de processamento de sinais e imagens. reconhecimento de padrões. inteligência artificial e mineração de dados na análise das informações obtidas nesse projeto.
