A Fundação do ABC inaugura o Instituto de Olhos do ABC.

Photo caption

Maioria dos hospitais públicos e particulares de Brasília está equipada com geradores capazes de manter UTIs e emergências em funcionamento. mas áreas que fazem exames como ecografia e raio-x podem ser prejudicadas. Por: Érica Montenegro e Noéli Nobre da equipe do Correio Fonte: Correio Braziliense - 17 de maio de 2001 Se forem atingidos pelo racionamento. os hospitais. tanto públicos quanto particulares. viverão momentos difíceis. Em princípio. os pacientes não correrão risco de vida. As unidades de terapia intensiva (UTIs). as emergências. os centros cirúrgicos e os laboratórios estão ligados a geradores que garantem o funcionamento dos aparelhos. Alguns centros obstétricos também contam com geradores. Já os ambulatórios (onde se fazem consultas previamente marcadas). as áreas de esterilização de instrumentos. as cozinhas (incluindo freezers) e as lavanderias ficarão sem energia elétrica. Aparelhos médicos que auxiliam no diagnóstico de doenças também não funcionarão. Isso significa que pacientes que necessitam fazer exames de esforço. ecografias. mamografias e até simples raios-x terão de voltar para casa. Sem os aparelhos será mais difícil traçar diagnósticos. É possível que o número de cirurgias realizadas tenha de ser reduzido por causa de dificuldades com a esterilização de equipamentos e a limpeza das roupas de cama. ''À medida em que se deixa de lavar roupa. ela vai se acumulando. Quando formos lavar tudo o que se juntou. vamos gastar energia do mesmo jeito''. preocupa-se o diretor do HRAN. Martinho da Costa. E a preocupação aumenta quando ele se lembra de que. para entrar no centro cirúrgico. é preciso estar vestido adequadamente e. com roupas limpas. Na maioria dos hospitais há dificuldade em traçar planos porque falta informações precisas sobre o programa de racionamento. ''Nós idealizamos um plano que está incompleto porque não há um posicionamento oficial da CEB''. reclama Rogério Freitas. ''Estamos preparados para situações de emergência em que a falta de energia é temporária. Não há como prever o que serão seis horas sem luz''. assusta-se o diretor do Hospital Unimed. Antônio de Sousa e Silva. O hospital. localizado no Setor Hospitalar Sul. tem um gerador com potência para manter os centros cirúrgicos. as unidades de emergência. o laboratório e as unidades de terapia intensiva em pleno funcionamento. Se os hospitais não forem poupados do racionamento. o Hospital Brasília. no Lago Sul. terá de fazer investimentos de. no mínimo. US$ 40 mil. O atual gerador é de baixa potência e precisará ser substituído. ''Temos de providenciar um gerador que mantenha todas as unidades do hospital funcionando. caso contrário nossas rotinas se tornarão impraticáveis''. adianta o gerente administrativo. Calvino de Oliveira. A caldeira - responsável pela geração de vapor - do Hospital Brasília é elétrica. Isso significa que. na falta de luz. os setores de esterilização de instrumentos. a cozinha e a lavanderia não funcionam. Os chuveiros também ficam sem água quente. Preparado para funcionar em condições adversas. o Hospital das Forças Armadas (HFA) está em situação mais confortável que os demais. "Não teremos gastos adicionais porque nossa estrutura física já prevê situações emergenciais como uma pane geral de energia elétrica. coisa que poderia acontecer em caso de calamidade ou conflito". afirma o diretor do HFA. Hebert Teixeira Cavalcanti.

Source: Faculdade de Medicina do ABC
Thanks! Your subscription
has been successfully issued
Error occurred