Novos estudos trazem esperança de cura para DMRI

Photo caption

Um estudo em fase final nos EUA e que, pelos resultados preliminares, traz mais esperanças às pessoas que sofrem de Degeneração Macular Relacionada à Idade Exsudativa, é em torno do medicamento Lucentis, da Novartis. Esse medicamento é um fragmento de anticorpo que, quando aplicado, se une ao VEGF-A para inibi-lo. O VEGF-A é um proteína que desempenha sua função na formação de novos vasos sangüíneos. O medicamento, ao entrar em reação, bloqueia o crescimento e o fluxo desses vasos, dentro da retina, que são responsáveis pela progressão da DMRI exsudativa. "O tratamento é bem delicado. Consiste na aplicação de uma injeção do Lucentis dentro do olho do paciente. Os resultados têm sido muito bons", informa Laurentino Biccas. Nos EUA, o Marina, como o estudo é chamado, está na 3ª fase e os resultados preliminares mostram que cerca de 95%, dos 716 pacientes envolvidos, apresentaram estabilidade ou melhoria na visão, recebendo o medicamento por 12 meses. Pelo andamento do estudo, a expectativa é que, até o final do ano, o Lucentis já esteja disponível para uso clínicoPESQUISA NO BRASIL Um grupo de pacientes, liderado pelo oftalmologista Michel Eid Farah, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), está testando o medicamento Retaane (acetato de anecortave), do laboratório Alcon. O tratamento consiste na aplicação de uma injeção no músculo ao redor do olho afetado a cada seis meses. Ele tem a função de bloquear a ação das enzimas que, ao enfraquecer os vasos sangüíneos sadios da retina, facilita a formação de novos vasos, causadores da DMRI exsudativa, ou seja, ele vai paralisar o crescimento de vasos anormais. "Eu participo do estudo e posso garantir que o desconforto é mínimo", conta Latife Hamze Marmo, que já recebeu duas aplicações no olho esquerdo. A Unifesp está realizando dois estudos com o uso do medicamento: um para a DMRI exsudativa e outro para prevenção da doença. "O tratamento ainda não está aprovado para uso clínico, mas, sem dúvida, é uma medicação promissora", informa Farah. "Embora o tratamento esteja no início, eu já sinto uma melhora. Inclusive estou conseguindo ler textos de jornal, apesar de me cansar rapidamente", conclui Latife, que além do tratamento, toma, desde 2000, um suplemento antioxidante. O uso do anecortave vem sendo testado com sucesso na Europa e nos EUA. Os testes feitos nas duas localidades indicam que a terapia antiangiogênica, como é chamada, consegue deter o avanço da doença em 60% dos casos, e há indícios de recuo da degeneração macular em 35% dos pacientes que passaram pelo estudo. Vitaminas e antioxidantes estão associados à prevenção Até o momento, nenhum tipo de tratamento foi apresentado para a forma seca da DMRI. Mas um estudo recente, chamado Areds, feito nos EUA, revelou que a ingestão diária de vitaminas associadas a antioxidantes, pode reduzir a progressão e até prevenir a perda da visão com degeneração macular, em suas duas vertentes. "A pesquisa mostrou que as vitaminas C e E, associada ao zinco e outros antioxidantes como betacaroteno, auxiliam na proteção da mácula", informa Laurentino Biccas. "O risco de perda visual é reduzido em 25%", finaliza Michel Eid Farah. Uma simples dieta, no entanto, pode não ser suficiente, embora seja recomendada uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras. O ideal é tomar os suplementos que são vendidos em forma de capsulas. A dosagem é diária e normalmente é prescrito mais de um comprimido ao dia. O tratamento de prevenção não pode ser receitado a fumantes e ex-fumantes, pois o complexo antioxidante pode causar problemas pulmonares. A ingestão desse complexo só deve ser feita sob prescrição médica. A consulta a um oftalmologista é sempre necessária. SINTOMAS - Dificuldade na leitura de perto, mesmo com uso de óculos; - Distorção de imagens; - Linhas tortas; - Letras desaparecendo; - Manchas centrais e fixas na visão de um dos dois olhos - Apesar de os sintomas acima não serem exclusivos da DMRI, a presença deles já pede uma visita ao oftalmologista. DIAGNÓSTICO A melhor forma de se diagnosticar a DMRI hoje é com o Ocular Coherence Tomography, que é uma tomografia da retina de altíssima resolução. Existe também um exame chamado mapeamento da retina, onde é possível saber se há alterações na mácula. Além desses, tem a fluoresceinografia, um exame fotográfico do fundo do olho. Ele é importante no diagnóstico e na orientação do tratamento.

Source: Agência Estado
Thanks! Your subscription
has been successfully issued
Error occurred