Descoberto gene ligado a obesidade e diabete

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Um gene que pode regular a reação do corpo à insulina foi associado à obesidade e à diabete tipo 2, disseram pesquisadores da França e da Grã-Bretanha na segunda-feira. A descoberta ajuda a explicar por que o excesso de peso pode provocar a diabete tipo 2, que surge na idade adulta, segundo artigo publicado nesta semana pela revista Nature Genetics. Ela também pode levar no futuro a novos tratamentos para esses problemas, que ameaçam cada vez mais pessoas no mundo. "Embora a descoberta não vá levar a uma 'pílula mágica' para a cura da obesidade e da diabete tipo 2, ela vai ajudar a identificar grupos e indivíduos com risco agravado", disse Philippe Froguel, que comandou a equipe do Colégio Imperial de Londres, do Instituto Pasteur de Lille (França) e de outras entidades. "Se pudermos identificar os que estão sob risco em uma idade mais precoce, pode ser possível tomar medidas preventivas mais cedo e reduzir o ônus à saúde causado pela obesidade em etapas posteriores da vida", disse ele. Froguel e seus colegas começaram com 62 famílias propensas à obesidade e à diabete. Eles encontraram um gene chamado ENPP1, que parecia similar entre as famílias. Os pesquisadores, então, lançaram sua rede no norte da Europa, examinando mais de 4.000 pessoas, obesas ou não. Encontraram 11 variações dos genes, chamadas de polimorfismos do nucleotídeo. Seis dessas formas estavam associadas à obesidade grave. O gene ajuda a controlar como as células respondem à insulina, que por sua vez as ajuda a usar a glicose de forma eficiente. Nos diabéticos, as células não usam a insulina corretamente, e por isso o sangue fica com excesso de glicose. A diabete tipo 2 costuma se desenvolver lentamente, começando com uma resistência à insulina. Pessoas obesas ou acima do peso são muito mais propensas a terem resistência à insulina, mas não está totalmente claro o que acontece antes -- a diabete ou a resistência. Nas crianças do estudo de Froguel, mais genes ENPP1 pareciam mimetizar os efeitos da resistência à insulina no cérebro, onde ela suprime o apetite. É possível, portanto, que essa forma particular dos genes interfira tanto sobre o apetite quanto sobre a capacidade de usar corretamente a insulina. "A identificação do ENPP1 como um mecanismo molecular para a obesidade e a diabete significa que podemos usá-lo como alvo para desenvolver novas terapias e tratamentos, levando a formas mais efetivas de tratar a diabete", disse Froguel.

Source: Reuters
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