Por apresentar em imagens o espaço onde os seres humanos vivem. mapas e fotos de satélites são fundamentais nas aulas de geografia. Para os deficientes visuais. no entanto. esses materiais se tornam inúteis. A fim de enfrentar esse desafio. a professora Maria Isabel Castreghini de Freitas. do Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). câmpus da UNESP de Rio Claro. desenvolve um projeto promovido pela Pró-Reitoria de Extensão Universitária (Proex). O trabalho tem também a participação da bolsista Sílvia Elena Ventorini. do Curso de Licenciatura em Geografia. Esse projeto divide-se em duas etapas: a primeira. com o estudo de mapas e maquetes táteis tradicionais; a segunda. abordando o espaço cotidiano dos alunos deficientes visuais. como a sala de aula. A docente explica que a maior preocupação do trabalho. realizado na Escola Especial Maria Aparecida Muniz Michelin - José Benedito Carneiro - Deficientes Auditivos e Deficientes Visuais. de Araras (SP). foi produzir mapas que fizessem os alunos perceber o contorno das figuras. Para isso. foram elaboradas cartas táteis e maquetes de papelão. gesso e massa corrida. bem como mapas em alto relevo feitos de carpete e forrados com tecido e plástico. com textos explicativos em escrita convencional e braille. Também foram montadas maquetes da sala de aula com a colaboração dos próprios alunos. que os ajudaram a identificar o espaço à sua volta. "Eles desconheciam o lugar onde estudavam. pois devido às suas limitações não circulavam pela sala". assinala a docente. Ela ressalta que as diferenças entre os desenhos da sala feitos pelos alunos. antes e depois da produção da maquete. demonstram uma melhor assimilação do espaço. Segundo Maria Isabel e Sílvia. após os resultados positivos desse primeiro ano do projeto. o próximo passo envolve o aperfeiçoamento dos materiais. Uma das propostas em estudo refere-se à inserção de tecnologias nesse trabalho. por meio de uma parceria com o Núcleo de Informática aplicada à Educação (Nied) da Unicamp. a fim de que as maquetes possuam sensores que acionem informações sonoras sobre a área que foi tocada.
