Os chamados neurônios espelho apresentam uma função crucial para o comportamento humano. Eles são ativados principalmente quando alguém precisa reconhecer uma ação de outra pessoa ou fazer uma leitura do que está ocorrendo ao seu redor.
Os cientistas já sabiam que crianças com autismo têm grandes déficits exatamente nessas situações. Elas não conseguem imitar o sentimento de medo, alegria ou tristeza, por exemplo, e também apresentam dificuldades de comunicação.
Os resultados de um experimento feito por uma equipe da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, evidenciam a existência de uma relação importante entre neurônios espelho e o autismo. O estudo está sendo publicado nesta segunda-feira (5/12), na edição on-line da revista Nature Neuroscience.
Os pesquisadores mostraram que, quanto menor a ativação do sistema espelho, mais forte é a dificuldade de comunicação social dos indivíduos autistas. Para isso, eles estudaram dois grupos de dez crianças cada um, com idades entre 9 e 15 anos. Várias imagens humanas, expressando diferentes sentimentos, foram apresentadas aos participantes da pesquisa.
Ao mesmo tempo, as atividades cerebrais das partes cruciais do cérebro envolvidas com o mecanismo de reconhecimento foram monitoradas. A diferença de funcionamento cerebral ocorreu exatamente no giro frontal inferior, onde estão localizados os importantes neurônios espelho.
