Conjuntivites,queratites e Infecções frequentes

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Conjuntivite, queratite e infecções oculares são frequentes durante os meses de calor.

Durante os meses de Verão, os problemas oculares e visuais incrementam-se entre 10 % a 20%.
As características do clima, as características do meio ambiente, os hábitos e a zona geográfica onde se mora são as variáveis que influenciam para que os problemas patológicos oculares aumentem nos meses de Verão, segundo os especialistas da American Academy of Ophthalmology.
Todos os especialistas concordam que a exposição às radiações solares sem protecção e durante várias horas podem ser a causa directa do aparecimento precoce de cataratas. Além disso, é muito provável que também produza outro tipo de doenças oculares como afecções corneais da retina ou da conjuntiva. Os diferentes tipos de patologias e a sua prevalência dependem de diversos factores como por exemplo o clima ( as estruturas oculares são mais afectadas em lugares muito secos e húmidos, em zonas de ar condicionado, com pó em suspensão…). No Verão, devido à maior exposição ao sol, à agua das praias, rios e pântanos e a mudança de ambiente provoca 10% a 20% mais patologias oculares afectadas a estes factores.
“Para evitar as dolorosas consequências de uma exposição ao sol, o melhor é prevenir adquirindo óculos de sol apropriadas. Não se devem escolher estes produtos tendo em conta só os factores estéticos ou económicos. Uns bons óculos de sol são a garantia de um Verão sem problemas oculares, pelo menos os respeitantes à radiação solar”, explica Javier Cañamero, presidente da associação Visión y Vida.
A água também pode ser uma agente causador de transtornos oculares. A água das piscinas em princípio não afectam os olhos, mas algumas têm cloro a mais ou estão insuficientemente desinfectadas, o que provoca irritações em certas estruturas oculares. Por outro lado a água do mar é sempre algo hipertónica, ainda que a probabilidade de um banho na praia possa afectar os nossos olhos depende exclusivamente do grau de salinidade do mar e da contaminação que possa existir na praia.
“A lesão do epitélio conjuntival pode ser provocada por diferentes produtos químicos diluídos na água, como por exemplo excesso de cloro nas piscinas. Em condições normais, não tem que afectar os olhos, mas se a concentração na água é muito elevada pode provocar o aparecimento de uma queratoconjuntivite tóxica, o que provoca a destruição imediata das células epiteliais da conjuntiva e da córnea, que obrigará a uma visita urgente ao oftalmologista”, afirma Javier Cañamero.
De igual forma, se nos banharmos nas piscinas com agua pouco clorada, em rios não muito limpos, em zonas da costa não aptas para o banho ou em pântanos contaminados, podem aparecer patologias oculares como conjuntivites de inclusão provocadas por vírus e bactérias. As lágrimas defendem o olho das infecções no caso de determinados agentes externos chegarem à superfície ocular e actuem como uma substância lubrificante e anti bacteriana, eliminando muitos tipos de vermes.
Se a produção da lágrima diminui, entre outras razoes porque os olhos estão expostos à radiação ultra-violeta ou se mantêm em contacto com substâncias químicas dissolvidas na agua, pode aparecer uma queratitis cujos sintomas se confundem com a conjuntivite. É muito importante a detecção precoce de problemas oculares deste tipo para que não se produzam úlceras corneais.

Source: Portaloptico.com
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