Projeto amplia uso do braile

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Um projeto de lei que está em discussão na Câmara de Vereadores de Joinville tem como proposta beneficiar os deficientes visuais, mas esbarraria em algumas dificuldades para ser cumprido, se for aprovado. O projeto de lei135/06, de autoria do vereador Zulmar Valverde (PFL), obriga os restaurantes, bares, padarias, supermercados, hotéis, cinemas, casas de espetáculos, rodoviárias, bancos, farmácias, hospitais e repartições públicas a manter, de fácil acesso, tabela de seus serviços, produtos e preços em braile. Valverde explica que o projeto foi criado para inclusão social desses deficientes. "Temos de olhar por essas pessoas. Elas chegam num restaurante e acabam excluídas", justifica. Segundo o IBGE, no censo de 2000, 7,9% dos joinvilenses têm alguma deficiência visual, desde a cegueira total até uma dificuldade leve que exige o uso de óculos. Não existe uma estatística específica para cegos. Segundo a presidente da Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais (Ajidevi), Onízia da Silva, o número de pessoas que tem menos de 30% da visão é bem mais baixo. "Na associação, temos cadastradas 370 pessoas, todas com menos de 30% de visão", afirma. Esse número é ainda mais baixo quando se fala em alfabetização em braile. "Apenas 20% dos deficientes cadastrados na nossa associação usam braile", estima. Somente os portadores de cegueira total utilizam o método. Quem não perdeu toda a visão usa a lupa. A leitura em braile é um sistema de escrita em relevo de forma diferenciada para quem tem cegueira. O braile foi a única alfabetização que Valdevina Rodrigues, 53 anos, conheceu. "Fico muito feliz que ele esteja se expandindo. Tomara que essa lei seja aprovada", torce. "Consegui ler toda a Bíblia graças a esse sistema. Era o meu objetivo de vida", conta.

Source: A Notícia
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