Telemedicina - A aliança entre a Tecnologia e a Medicina para salvar vidas

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Num país de dimensões continentais e contrastes sócio-econômicos como o Brasil, vidas podem ser salvas através da opinião de profissionais de centros médicos localizados a milhares de quilômetros de distância. Isso é possível graças aos recursos da Telemedicina – aliança da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) com a Medicina - que permite discussão de casos, por exemplo, utilizando videoconferência, para orientar o profissional de saúde do posto local.

Um dos principais projetos de Telemedicina da Unifesp ocorre na área indígena do Xingu. A universidade faz a gestão em saúde daquela região, colabora com as lideranças indígenas, coordena e educa os profissionais de saúde. "Há dois anos, tentamos implementar um programa de assistência remota para os profissionais de saúde, enfermeiros, médicos e agentes de saúde, para que contem com uma retaguarda de apoio, troquem informação ou obtenham segunda opinião. No momento estamos focando na utilização de telefonia via internet como um mecanismo para aumentar a capacidade de comunicação, melhorando as ações de gestão, assistência e humanização do trabalho dos profissionais", informa o coordenador técnico do Setor de Telemedicina da Unifesp, Paulo Roberto de Lima Lopes.

Comum na Telemedicina Rural é a falta de infra-estrutura de comunicação. Por exemplo, como não há condições de usar tecnologia de satélite nas 58 aldeias existentes no Xingu, por causa do custo, esta no planejamento a implantação de um piloto de rede sem fio, para que pequenas aldeias também tenham acesso e possam minimamente trocar mensagens por e-mail. Isso já é suficiente para melhorar as atividades de saúde no local, onde a grande prioridade é a atenção básica.

Há um certo tempo, a Telemedicina tem sido utilizada em congressos, educação à distância, troca de opinião entre grandes especialistas, e até dentro dos centros cirúrgicos.

A expansão da UNIFESP, com unidades em Santos, Diadema, Guarulhos e São José dos Campos, também conta com os recursos do recém-inaugurado Laboratório de Telemedicina para uma série de atividades, como videoconferências e aulas à distância na área da Saúde. Assim como outras instituições, o objetivo da UNIFESP é auxiliar na melhoria da assistência em saúde. A Telemedicina pode contribuir na medida em que se tornar uma prática mais viável e disseminação no país.

Sobre o DIS

O Departamento de Informática em Saúde da UNIFESP, criado pelo médico Daniel Sigulem, foi pioneiro na introdução da Informática numa escola de Medicina no país. Tornou-se uma referência na área pelos projetos desenvolvidos, pelas parcerias firmadas com instituições nacionais e internacionais e pelos profissionais que fazem parte do seu quadro. Atualmente, além de uma gama de pesquisas em desenvolvimento, oferece diversos programas e serviços às comunidades acadêmica, médica, científica e empresarial.

Source: Elenice Cruz
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